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Planeamento do orçamento familiar: quanto custa ter um filho?

A chegada de uma criança altera a realidade de inúmeras formas. Entre as mudanças mais marcantes está, quase sempre, o dinheiro.

Dos exames pré-natais às poupanças para a universidade e intercalando as reuniões com a amamentação, as finanças podem passar dos bastidores para os holofotes.

Quanto mais os pais de primeira viagem resistem a falar abertamente sobre os custos de cuidados infantis e da criação dos filhos desde cedo, maiores serão os riscos: stress, ressentimento e oportunidades de planeamento estratégico perdidas.

Falar de forma transparente sobre os custos de ser mãe ou pai de primeira viagem pode reforçar a vossa parceria na parentalidade, contribuir para um futuro financeiro mais seguro e diminuir a ansiedade de todos, libertando-vos para desfrutarem dos aspetos maravilhosos desta nova fase da vida.

Os desafios psicológicos e relacionais são também muito reais


As divergências financeiras são uma das fontes de conflito conjugal e relacional mais frequentemente citadas. Num estudo que acompanhou os conflitos de casais ao longo de 15 dias, as finanças foram o tema principal em 40% das divergências registadas.

Outros estudos mostram que os conflitos relacionados com dinheiro tendem a ser mais intensos, a repetir-se com mais frequência e a ter mais peso do que muitos outros tipos de divergências.

Estudos também demonstram que os casais que gerem o dinheiro com transparência, seja através de uma conta conjunta ou da partilha das decisões, tendem a registar uma maior satisfação e estabilidade na relação a longo prazo.

Num estudo recente sobre transparência financeira, os investigadores concluíram que quanto mais um casal fala abertamente sobre despesas e dívidas, maior tende a ser a satisfação na relação.

 

Porque é que as crianças tornam inevitável a transparência financeira


A parentalidade implica dois tipos de considerações financeiras.


Gastos em bens e serviços:​

  • Saúde/custos médicos: cuidados pré-natais, parto, possíveis complicações, estadias na unidade de cuidados intensivos neonatal, consultas pediátricas, vacinas e despesas não cobertas pelo seguro;
  • Equipamento: carrinhos de bebé, cadeiras de automóvel, mobiliário, vestuário (que muitas vezes deixa de servir rapidamente) e equipamento de alimentação;
  • Automóvel e habitação: as melhorias são, por vezes, desejáveis;
  • Seguro e proteção: quando se tornam pais, muitas pessoas optam por investir mais em seguros de vida, de acidentes pessoais, de saúde, etc.;
  • Planeamento da educação: planeamento para escola privada, explicações, desporto, aulas de música e universidade;
  • Cuidados infantis/creche/pré-escolar: despesas elevadas que conduzem a...


Gastos menos concretos:

Para além das despesas em bens e serviços, existe um conjunto de custos menos visíveis, mas igualmente importantes. Estes incluem o tempo, a energia e o trabalho emocional que cada membro do casal dedica à educação dos filhos.

 

O verdadeiro desafio está em alinhar expectativas e prioridades sobre estas responsabilidades, que não aparecem no extrato bancário, mas têm impacto profundo na vida familiar.

 

Tudo isto torna pouco viável manter “orçamentos secretos” ou tomar decisões unilaterais sobre despesas. Os riscos são demasiado elevados. Quanto mais cedo o casal alinhar normas, expectativas e limites, menos provável será que um dos parceiros se sinta apanhado de surpresa por decisões relacionadas com os custos.

 

Como evitar discussões


Para que tudo isto funcione – e para ir além do habitual conselho “conversem mais” – vale a pena ter em conta algumas nuances e alertas adicionais.


1. Concentrem-se nos valores antes dos números


É normal querer começar logo a fazer contas, mas antes disso é
importante que cada pessoa do casal diga o que considera mais relevante na educação dos filhos e porquê.

Ouçam‑se com atenção e com calma. Uma pessoa pode achar que é melhor guardar mais dinheiro para emergências, enquanto a outra prefere poupar para a universidade. Uma pode querer passar mais tempo com o bebé e deixar o trabalho por um tempo, enquanto a outra pensa que é melhor mudar para uma casa maior.

Quando os valores estão alinhados, é mais fácil evitar discussões sobre gastos no futuro. Se houver desacordo, tentem perceber o que está por trás das vossas escolhas enquanto pais e procurem um compromisso que funcione para os dois.

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- Médico, enfermeiros e medicamentos em casa;
- Descontos adicionais e crescentes, quanto maior for o n.º de pessoas incluídas no seguro;
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Rapariga sorridente a atirar uma maçã verde ao ar com o braço direito

2. Tenham um plano B e não apenas orçamentos fixos

 

Fazer um orçamento normalmente significa ver as despesas do passado. Mas quando chega um filho, tudo muda e há muitas coisas novas que não conseguimos prever.

 

Por exemplo: “se um de nós passar a trabalhar a tempo parcial, quanto dinheiro vamos perder e como podemos compensar essa diferença?”. Ou: “se comprarmos equipamento mais caro agora, em vez de aceitarmos coisas usadas da família, vamos ter menos dinheiro para poupar para a universidade.”

 

Pensar em diferentes hipóteses e cenários ajuda a perceber onde podem aparecer conflitos e mostra quais são, afinal, as prioridades e valores de cada pessoa do casal.


3. Estabeleçam limites de despesas não essenciais


Algumas regras simples de relacionamento podem ajudar muito quando chegam os filhos. Por exemplo, muitas famílias acham útil combinar coisas como: “qualquer despesa acima de 300 euros deve ser decidida pelos dois” ou “vamos rever as despesas que não são essenciais, uma vez por trimestre”.

 

Depois, escrevam o que ficou combinado e marquem essa reunião num calendário partilhado, para não se esquecerem.


4. Sejam muito claros sobre o trabalho remunerado


É importante falar com calma e detalhe sobre os planos de cada pessoa do casal depois do nascimento do bebé – como vai ser a licença de parentalidade, possíveis faltas ao trabalho e até a hipótese de um dos dois deixar o emprego por algum tempo.

 

É normal que as opiniões sobre o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal mudem quando o bebé nasce. Mas, se definirem expectativas desde o início, será mais fácil manter um diálogo aberto sobre este momento tão importante.


Aqui ficam algumas perguntas úteis para a conversa:

  •  Esperam continuar a trabalhar a tempo inteiro depois do nascimento do bebé?
  • O que achas da resposta do teu parceiro à pergunta anterior?
  • Têm dinheiro suficiente para que um dos pais fique em casa a tempo inteiro?
  • Como se sente o outro pai se tiver de ser o único ou o principal responsável pelo rendimento da família?
  • Quais são os planos para o regresso ao trabalho do pai que ficar em casa? Vai voltar à mesma carreira? Vai mudar? Vai querer um ritmo menos exigente?
  • Que cuidados infantis imaginam para o bebé? Quanto custam? Conseguem pagar? Se não, que mudanças podem fazer juntos para que isto funcione?

5. Tenham em conta a “inflação familiar”


O turbilhão de emoções de um recém-nascido esconde uma realidade oculta: as crianças aumentam o ritmo das despesas.

À medida que uma criança cresce, as suas necessidades e despesas aumentam: roupas maiores, mais viagens, atividades extracurriculares, tecnologia, explicações, terapia, campos de férias e despesas sociais. Os adolescentes costumam implicar automóveis, viagens, desportos e, claro, a universidade.

Lembrem-se de que quaisquer desafios financeiros que enfrentem agora irão, provavelmente, aumentar.

 

6. Não negligenciem a flexibilidade e a renegociação


O que se assume no primeiro ano pode não se manter no quinto. Um dos pais pode mudar de carreira ou querer abrir uma empresa; podem surgir problemas de saúde; as prioridades podem mudar.

Criem o hábito de rever regularmente a vossa estrutura de partilha financeira e o vosso plano para os cuidados infantis. Um contrato demasiado frágil quebra-se; um plano demasiado vago não vai em frente.

 

7. Não se esqueçam de vocês próprios


Pais felizes, apoiados e realizados no seu dia a dia são melhores pais. Por isso, incluam no planeamento do orçamento familiar a vossa própria saúde, a vida social e os passatempos que vos fazem bem.

 

8. Lembrem-se de que a “comunicação aberta” não é a cura para tudo


Mesmo os casais mais transparentes podem reagir emocionalmente quando o tema é dinheiro – ressentimento, vergonha ou culpa podem facilmente vir ao de cima.

A vida e as despesas que a acompanham estão cheias de reviravoltas inesperadas. Se as conversas sobre dinheiro começarem a ser frequentes ou prejudiciais, pode ser útil recorrer a um terceiro neutro: um terapeuta financeiro, um terapeuta de casal ou um consultor financeiro com formação em relações interpessoais.

 

Também pode ser valioso revisitar os valores e prioridades que definiram no início – aquele momento idealista em que começaram o vosso percurso como pais.

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