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COMO OS JOVENS ESTÃO A TRANSFORMAR A MOBILIDADE EM PORTUGAL?

Mulher a carregar um carro elétrico num ambiente residencial. Mulher a carregar um carro elétrico num ambiente residencial.

Há poucas décadas, para nos deslocarmos dentro e entre cidades, existiam apenas duas opções: carro e transportes públicos. Hoje, esta realidade está a mudar. Existem várias alternativas para qualquer pessoa se movimentar.

 

A mudança já começou: o que dizem os dados


As mudanças não acontecem de um dia para o outro, especialmente quando envolvem hábitos sociais enraizados. É por isso que o carro ainda é muito procurado: segundo um estudo Ipsos, 87% dos europeus tem carro e 84% usa‑o todos os dias.

Mas outros dados mostram que algo está a mudar, está a crescer o interesse pelos veículos elétricos.

De acordo com dados de janeiro de 2026 da ACEA, em 2025 os carros elétricos representavam 17,4% da quota de mercado da UE, mais 13,6% do que no ano anterior. Os híbridos chegaram aos 34,5%, mantendo‑se como a opção preferida. Já os carros a gasolina e diesel caíram para 35,5%, abaixo dos 45,2% de 2024.
Também cresce o uso de bicicletas, especialmente as elétricas. Um em cada cinco europeus tem bicicleta, 42% usa a bicicleta elétrica mais do que há cinco anos e 32% quer usá‑la ainda mais no futuro.

Estamos a assistir a uma mudança de mentalidade, que afasta as pessoas dos combustíveis fósseis e aproxima‑as das alternativas elétricas.
A tendência é clara: soluções elétricas que consomem menos energia e encaixam numa visão de mobilidade urbana mais calma e menos poluente.

Para os jovens, isto é cada vez mais relevante: sustentabilidade, preços mais acessíveis e maior eficiência vs. poluição, custos elevados e dificuldades práticas. 

 

Uma questão geracional, mas também de custos e de oportunidade


Esta mudança é mais visível nas gerações jovens. 
Uma pesquisa da UE mostra que, entre os 18 e 34 anos, 72% usa transportes públicos e 50% usa bicicleta tradicionalSegundo a Reserva Federal dos EUA, esta faixa etária tem níveis de endividamento mais elevados, o que torna essencial reduzir despesas, incluindo transporte.


O carro continua importante, mas o preço pesa. Uma pesquisa da UE confirma que as pessoas entre os 18 e os 34 anos estão a optar cada vez mais por soluções de mobilidade mais “leves”. Nesta faixa etária, 72% utiliza os transportes públicos e 50% uma bicicleta tradicional

Em maio de 2026, os veículos 100% elétricos (BEV) atingiram 27,9% de quota de mercado em Portugal. As estimativas da ACAP e da Agência Internacional de Energia apontam para a consolidação deste valor. O mercado é impulsionado por incentivos como o subsídio do Fundo Ambiental (até 4.000€) e isenções fiscais (ISV e IUC).

Se, por um lado, existe uma forte tendência para sistemas de transporte, incluindo carros, movidos a eletricidade, por outro existe um fator económico que, até certo ponto, está a fazer atrasar este processo.

  

As razões por detrás destas novas atitudes


Porque é que as gerações mais novas estão mais predispostas a deixar os carros comparando com as mais velhas?

Razões ambientais69% dos jovens sentem culpa pelo impacto ambiental do carro e procuram soluções mais ecológicas.

Razões económicas – procuram reduzir custos de transporte, o que torna as soluções elétricas mais atrativas.

Segurança – cresce o interesse em seguros de micromobilidade, mostrando que parte dos gastos pessoais está a ir para soluções ligadas à mobilidade verde.

Mudança de mentalidade – os jovens estão menos interessados em carros, seja como transporte ou compromisso financeiro. Preferem bicicleta e transportes públicos, apoiando a visão de cidades mais seguras e sustentáveis.

 

O futuro da mobilidade


Estas mudanças alinham‑se com a visão europeia de mobilidade sustentável. 
Até 2030, o objetivo é ter 30 milhões de carros com zero emissões nas estradas europeias. Até 2050, quase todos os carros devem ser 100% livres de emissões.

Esta transformação exige um sistema de mobilidade mais ecológico, digital, inovador e adaptado às necessidades reais das pessoas.

Mover‑se com inteligência significa escolher mobilidade limpa, económica, flexível e segura. Os seguros são uma peça central neste ecossistema, apoiando os jovens nos riscos diários da mobilidade, seja de carro, moto ou outros meios.

O futuro da mobilidade não depende só de veículos ou tecnologia. Depende também de serviços que acompanhem novos comportamentos, oferecendo confiança e tornando o dia a dia mais simples e seguro.

  

Portugal a duas velocidades: entre o presente e o futuro


Portugal vive entre duas velocidades. De um lado, há forte compromisso institucional com
mobilidade sustentável. Do outro, a realidade mostra que muitos portugueses continuam dependentes de carros a combustíveis fósseis.

Mais de metade das emissões de gases com efeito de estufa vem dos transportes. 95% destas emissões são rodoviárias, devido a uma frota automóvel desatualizada e pouco eficiente.

A transição exige mais do que substituir carros convencionais por elétricos. É preciso uma mudança cultural, incentivando transportes públicos e alternativas ao automóvel.
 

O crescimento dos veículos elétricos


Em 2025, os elétricos representaram
38% das vendas de carros novos em Portugal, acima da média da UE. Mas ainda são apenas 6% da frota total.

A expansão das infraestruturas de carregamento pode acelerar a adoção, tornando a mobilidade elétrica mais acessível às famílias com menores rendimentos, que são, geralmente, mais afetadas pela subida dos custos energéticos e, desta forma, mais sensíveis aos aumentos nas despesas de transporte.

A criação de apoios adicionais também seria decisiva, especialmente num mercado onde 80% das compras são de usados.

  

Transportes públicos e mobilidade ativa


Os transportes públicos são essenciais na transição.

Em abril de 2024, o governo aprovou o Pacote de Mobilidade Verde, com medidas para criar um sistema mais seguro, inteligente e sustentável. Foram atribuídos 10 M€ para apoiar iniciativas de mobilidade verde, incluindo:
– incentivos para veículos com zero emissões;
– apoio à mobilidade ativa, com mais ciclovias e fundos para compra de bicicletas.

  

Proteção para veículos elétricos


Outro fator que pode ajudar a apoiar a transição para a mobilidade elétrica é a disponibilidade de
produtos de seguros pensados para proprietários de veículos elétricos

O seguro Automóvel da Generali Tranquilidade oferece coberturas específicas para carros elétricos:

  • assistência por falta de autonomia;
  • transporte do veículo seguro e carro de substituição com motor de combustão para deslocações urgentes;
  • proteção para cabos de carregamento e equipamento de carregamento doméstico.


Estas soluções ajudam os condutores a fazer a transição com mais
confiança e tranquilidade.

 

 

 

Fontes: